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Totatola com Cabalhau

Se houvera quem me ensinara, quem aprendia era eu!

Totatola com Cabalhau

Se houvera quem me ensinara, quem aprendia era eu!

 

 

Porque é que quando somos amigos de alguém de determinada profissão, tentamos sempre fazer perguntas e espremer estratégias para que nunca venhamos a precisar da sua ajuda? Se compramos um carro novo e o nosso amigo é mecânico perguntamos sempre qual os melhores produtos e que nunca dão problemas certo? Bem, como terapeuta da fala, e ainda para mais com o “baby boom” registado nestes três últimos anos no meu grupo de amigas (e está para continuar) também acontece. “Dá-me dicas!”. E a dica mais simples é: “Fala com o bebé!!”.

“Oh Guida, mas ainda não nasceu!”

E então? Sabe-se que desde a vigésima segunda semana de gestação é possível registar reacções fetais a estímulos acústicos. O ambiente intra-uterino é repleto de sons maternos, seja respiração, batimento cardíaco, a respiração e está claro, a voz da mãe. A gravidez torna-se assim um meio onde as mães começam a comunicar com a nova vida. Falar com o feto, além de ser uma fonte de formação vincular, a língua ouvida pelo feto será a sua língua e por este motivo terá maior facilidade em descodificar, aprender e utilizá-la mais tarde. Neste sentido, é necessário interagir com a criança desde a gestação com a palavra e também com a música.

“E logo assim? Quando nasce? Mal abre os olhos!”

Falar e ouvir as crianças desde o momento que nascem ajuda a desenvolver uma boa linguagem e habilidades de comunicação. Isto permite desenvolver a linguagem e habilidades de comunicação. E claro, favorece o relacionamento.

Os bebés começam a comunicar muito antes de começar a falar. Ao mover a boca, balbuciar ou sorrir está a partilhar experiências consigo às quais é fundamental responder com contato visual, sorriso, resposta verbal. Quando iniciar a falar dirá muito menos palavras do que as que compreende. É neste processo de ouvir e repetir que aprendem novas palavras e desenvolvem cada vez mais habilidades linguísticas.

 

“Para além de não ter tempo, falo sobre o quê?”

Conversar com o seu filho encaixa-se perfeitamente na rotina.

Fale sobre o que vê durante a viagem até ao trabalho/casa/loja. Cante durante o banho ou muda de fralda. O supermercado é um óptimo local para aquisição de vocabulário novo, fale sobre o preço das cenouras que está pela hora da morte, ou como cheiram bem os morangos.Capte a atenção dele e, ao colocar objectos no carrinho, e vá nomeando e descrevendo. Fale sobre o que estão a fazer ao longo do dia. Enfim… fale!

 

 

 “Oh Guida, tanto blá blá, mas dá lá dicas vá”!

Pronto! Venham daí essas dicas! E como sou uma querida até vou fazer em lista:

  • Fale com o seu filho enquanto brincam juntos;
  • Divirta-se com rimas e canções, especialmente se tiverem acções/gestos;
  • Incentive o seu filho a ouvir diferentes sons (o carro do pai que chega, animais, etc);
  • Ganhar a atenção quando quiser falar com o bebé;
  • Aumentar o vocabulário através de opções (“Queres leite ou água?”);
  • Fale sobre o que está a fazer, por exemplo tirar as compras dos sacos;
  • Falar é importante, mas ouvir também! Deixe a criança falar, dê-lhe tempo para terminar e respeites os turnos de conversação;
  • Ajude-o a usar mais palavras. Por exemplo se disser “carro”, aumente a frase “sim, é o carro azul. Vrrum vrrum.”
  • Se disser algo incorrecto repita a forma correta de o dizer. “Mamã, o cão mordeulo” ”Pois foi querido, o cão mordeu-o não foi?”.
  • Tente ter um tempo especial com o seu filho para brincar com brinquedos ou explorar livros.

CONVERSAR PODE FAZER A DIFERENÇA!