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Totatola com Cabalhau

Se houvera quem me ensinara, quem aprendia era eu!

Totatola com Cabalhau

Se houvera quem me ensinara, quem aprendia era eu!

Lembrando Thomas Fuller:

Esquecemo-nos todos de muito mais do que nos lembramos.

 

A verdade é que a mim me acenta na perfeição. Então tenho um caderninho que me acompanha com a planificação de todas as sessões, o que não me permite esquecer planear nenhuma consulta e no final faço o registo de todas as consultas! E bem... o ano é comprido então divido o ano em três, respeitando as divisões do ano letivo escolar: 1º período, 2º período, 3º período e período verão. Imprimo, encaderno e voilá!!!

 

imprevistos.jpg

 Não disponibilizei aqui o ficheiro word que utilizo, uma vez que cada um poderá fazer a sua folha de planificação/registo à medida das suas consultas/necessidades! No meu caso, utilizo uma folha por dia, na qual a azul está a planificação e a roxo o registo de sessão! Se necessitarem da folhinha de registo é só dizerem!

Ando por aqui :)

Ora, há aquele material versátil que SE PERMITE utilizar consoante a nossa imaginação:) é sempre bom tê-lo por perto! Aqui fica um loto de categorias construído com imagem real.

 

loto categorias.jpg

Basta carregar na imagem para aceder ao loto! Depois é a rotina do terapeuta da fala: imprimir, plastificar e recortar :)

 

Espero que seja útil:)

 

Finalmente chegou a Primavera! E porque não uma fichinha sobre a primavera? Mas bem, desta vez a primavera achou por bem vir bem misteriosa! Terás de substituir os simbolos do texto pelas letras do código, e descobrir o que está escrito. No final coloca a pontuação e a acentuação correta!

Sigam os links abaixo para aceder!

 

código da primavera.jpg

 

texto primavera.jpg

 

 

E pertinho da páscoa meus queridos afilhados, fica também uma fichinha de compreensão da leitura.

ficha primavera.jpg

 

 

 

 

Cumprimentos floridos

 

 

 

 

Porque é que quando somos amigos de alguém de determinada profissão, tentamos sempre fazer perguntas e espremer estratégias para que nunca venhamos a precisar da sua ajuda? Se compramos um carro novo e o nosso amigo é mecânico perguntamos sempre qual os melhores produtos e que nunca dão problemas certo? Bem, como terapeuta da fala, e ainda para mais com o “baby boom” registado nestes três últimos anos no meu grupo de amigas (e está para continuar) também acontece. “Dá-me dicas!”. E a dica mais simples é: “Fala com o bebé!!”.

“Oh Guida, mas ainda não nasceu!”

E então? Sabe-se que desde a vigésima segunda semana de gestação é possível registar reacções fetais a estímulos acústicos. O ambiente intra-uterino é repleto de sons maternos, seja respiração, batimento cardíaco, a respiração e está claro, a voz da mãe. A gravidez torna-se assim um meio onde as mães começam a comunicar com a nova vida. Falar com o feto, além de ser uma fonte de formação vincular, a língua ouvida pelo feto será a sua língua e por este motivo terá maior facilidade em descodificar, aprender e utilizá-la mais tarde. Neste sentido, é necessário interagir com a criança desde a gestação com a palavra e também com a música.

“E logo assim? Quando nasce? Mal abre os olhos!”

Falar e ouvir as crianças desde o momento que nascem ajuda a desenvolver uma boa linguagem e habilidades de comunicação. Isto permite desenvolver a linguagem e habilidades de comunicação. E claro, favorece o relacionamento.

Os bebés começam a comunicar muito antes de começar a falar. Ao mover a boca, balbuciar ou sorrir está a partilhar experiências consigo às quais é fundamental responder com contato visual, sorriso, resposta verbal. Quando iniciar a falar dirá muito menos palavras do que as que compreende. É neste processo de ouvir e repetir que aprendem novas palavras e desenvolvem cada vez mais habilidades linguísticas.

 

“Para além de não ter tempo, falo sobre o quê?”

Conversar com o seu filho encaixa-se perfeitamente na rotina.

Fale sobre o que vê durante a viagem até ao trabalho/casa/loja. Cante durante o banho ou muda de fralda. O supermercado é um óptimo local para aquisição de vocabulário novo, fale sobre o preço das cenouras que está pela hora da morte, ou como cheiram bem os morangos.Capte a atenção dele e, ao colocar objectos no carrinho, e vá nomeando e descrevendo. Fale sobre o que estão a fazer ao longo do dia. Enfim… fale!

 

 

 “Oh Guida, tanto blá blá, mas dá lá dicas vá”!

Pronto! Venham daí essas dicas! E como sou uma querida até vou fazer em lista:

  • Fale com o seu filho enquanto brincam juntos;
  • Divirta-se com rimas e canções, especialmente se tiverem acções/gestos;
  • Incentive o seu filho a ouvir diferentes sons (o carro do pai que chega, animais, etc);
  • Ganhar a atenção quando quiser falar com o bebé;
  • Aumentar o vocabulário através de opções (“Queres leite ou água?”);
  • Fale sobre o que está a fazer, por exemplo tirar as compras dos sacos;
  • Falar é importante, mas ouvir também! Deixe a criança falar, dê-lhe tempo para terminar e respeites os turnos de conversação;
  • Ajude-o a usar mais palavras. Por exemplo se disser “carro”, aumente a frase “sim, é o carro azul. Vrrum vrrum.”
  • Se disser algo incorrecto repita a forma correta de o dizer. “Mamã, o cão mordeulo” ”Pois foi querido, o cão mordeu-o não foi?”.
  • Tente ter um tempo especial com o seu filho para brincar com brinquedos ou explorar livros.

CONVERSAR PODE FAZER A DIFERENÇA!

Quando digo às pessoas que sou Terapeuta da Fala, a resposta comum é “Ah, ajudas as crianças a falar”! Embora a população infantil e a sua expressão oral seja uma parte do trabalho de um Terapeuta da Fala, há muito mais para além disso. Desculpem a sinceridade, mas respondo sempre a este comentário consoante o meu estado de espirito. Por vezes digo apenas “também mas não só” outras vezes faço um discurso extenso das áreas que trabalhamos. Na realidade, ninguém sabe de quantas formas um terapeuta da fala pode ajudar.

O Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, intervenção e estudo científico das perturbações da comunicação humana, englobando não só todas as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita mas também outras formas de comunicação não verbal. O Terapeuta da Fala intervém, ainda, ao nível da deglutição (passagem segura de alimentos e bebidas através da orofaringe de forma a garantir uma nutrição adequada). O Terapeuta da Fala avalia e intervém em indivíduos de todas as idades, desde recém-nascidos a idosos, tendo por objetivo geral otimizar as capacidades de comunicação e/ou deglutição do indivíduo, melhorando, assim, a sua qualidade de vida (ASHA, 2007)

Na consulta de terapia da fala é comum comentários como “a médica é que mandou porque o pai também começou a falar muito tarde”. Pois é, mas se podemos prevenir porque é que vamos remediar?? Não tive este noção durante o meu curso, mas ao longo da experiência profissional foi-me possível reparar que a ida ao terapeuta da fala é, por vezes, um estigma para algumas pessoas. “Ele sabe tudo, compreende tudo, só não se explica bem!”. Calma, ir ao terapeuta da fala não rotula ninguém (seja qual for a idade). Se tiver uma cárie num dente dirigir-se-á ao dentista correto? Então? “Isto é quanto tempo?”. Bem, na realidade cada criança tem o seu ritmo de desenvolvimento e há que respeitá-lo, não posso responder a essa pergunta desde já. “Vá, diz, diz, tu sabes bem que isso é o sol, não é, pois, é o sol.” Deixe a criança falar. Bem ou mal. Deixe-a falar. “Falo sobre o quê com ele? Só gosta do tablet.” Não sou contra a tecnologia desde que de forma moderada e vigiada, no entanto, é necessário promover ambientes ricos de linguagem. Não seja uma barreira ao desenvolvimento da linguagem, fale sobre tudo e insira a criança nas actividades domésticas “ora, vamos estender os panos da cozinha com as molas azuis”.

Atualmente, infelizmente, há outros profissionais que tentam desempenhar o papel do terapeuta da fala (psicólogos, educadores, psicomotricistas, enfermeiros de reabilitação, profissionais que tiram uma pós-graduação/mestrado na área), porém não há NINGUÉM com competência para fazer o trabalho de um Terapeuta da Fala, do mesmo modo que o terapeuta da fala não tem competência para realizar o trabalho de outrem. Não perca tempo de recuperação, e peça a cédula profissional para confirmar o profissional que tem à sua frente.